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FLôres (Genealogia Materna) Azores

FAMÍLIA FLÔRES (abt 1750)
Azores Is, Portugal

Dados compilados por Renato José
La Porta Pimazzoni Filho, com informações
também fornecidas por Aguinaldo Valentim Fidélis,
Aloysio Breves Beiler e outros membros do INGESC
Dados atualizados em 21/06/2013


A FAMÍLIA FLÔRES (assim mesmo, com acento, como se escrevia antigamente) é originária dos Açores, tendo imigrado circa 1750 para o Rio de Janeiro e radicada na região de Piraí, no Estado do Rio de Janeiro, no mesmo período. 

Acredita-se que tenha vindo na mesma leva de imigrantes da FAMÍLIA BREVES, pois além de dirigirem-se na mesma época para o mesmo local – Piraí - na árvore genealógica dos BREVES encontram-se vários membros da FAMÍLIA FLÔRES, em vários períodos, o que sugere relações próximas. 

THOMÉ de SOUZA BREVES, filho mais novo de Antônio de SOUZA BREVES (o velho Cachoeira, o imigrante açoriano que veio ao Brasil e patriarca da família BREVES), já nascido no Brasil, teve como sogra FRANCISCA VALLADÃO FLÔRES, contemporânea de seu pai. 

Uma curiosidade em sobrenomes portugueses é que, em determinados períodos, verifica-se a adoção do nome materno, nos descendentes, sempre que a linhagem materna fosse a mais importante. 

Desta forma, verifica-se que o sobrenome original, VALLADÃO FLORES, ou simplesmente FLÔRES, é o mais presente nos descendentes, pela linha de CAETANO HENRIQUES, de quem descendemos. 

Já pelo lado de FRANCISCA VALLADÃO FLÔRES, casada com ANTONIO RODRIGUES, de quem também descendemos, prevalece o sobrenome RODRIGUES nos descendentes, sugerindo que neste ramo, o sobrenome do marido seria mais proeminente, socialmente. 

Pela linhagem paterna, identificamos CAETANO HENRIQUES, casado com MARIA VALLADÃO FLÔRES, como ¨fim de linha¨ (último ancestral identificado) dos FLÔRES no Brasil. Não conseguimos ainda informação anterior a estes, no Brasil ou nas ilhas. 

Pelo costado materno, identificamos ANTONIO RODRIGUES, casado com FRANCISCA VALLADÃO FLORES, como ¨fim de linha¨ dos FLÔRES no Brasil. Não conseguimos ainda informação anterior a estes, no Brasil ou nas ilhas. 

Especulamos, também, que FRANCISCA VALLADÃO FLORES seja tia de MARIA VALLADÃO FLORES – não confirmado, porém deduzido, pela diferença de geração entre elas, seguido pelas gerações posteriores, onde os descendentes de gerações equivalentes contraem matrimônio. 

Sabemos, também, que no Rio de Janeiro – estado e capital – a família VALLADÃO FLORES, de Piraí, prosperou e manteve o duplo sobrenome por gerações, até a presente data, porém muito há ainda por pesquisar sobre eles, pois existe muita informação sobre a família disponível em arquivos públicos e são todos descendentes do mesmo ramo. 

Já em relação à família de CAETANO HENRIQUES e seus filhos – dos quais somente conhecemos NICOLAU HENRIQUES - não sabemos ser relacionado a outros HENRIQUES existentes – mesmo porque é um sobrenome relativamente comum em Portugal e nas Ilhas, largamente pesquisado, que sabemos ter sido adotado por muitos, tendo seu lado nobre e plebeu. Somente maiores pesquisas na região de Piraí e em Portugal e nas ilhas poderão elucidar isto. 

A grande imigração açoriana ao Brasil ocorreu no período entre 1746 a 1753. A maioria dos imigrantes permaneceu no Rio de Janeiro, porém uma grande leva foi para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, outros seguindo para demais estados. Nossos imigrantes, como mencionado acima, estabeleceram-se no interior do Estado do Rio de Janeiro. 

Inexistem dados precisos, seja no Brasil, seja em Portugal, seja nas ilhas, das famílias imigrantes, resumindo-se, em muitos casos, a dados quantitativos. Por este motivo, pouca informação muitos pesquisadores, inclusive nós, temos conseguido, dificultando a compilação de dados genealógicos mais precisos. 

Nossas pesquisas até o momento concentraram-se em JOSÉ HENRIQUE(S) FLÔRES, natural de Piraí, Estado do Rio de Janeiro, casado com sua prima em 3º grau, MARIA DA CONCEIÇÂO BREVES DA SILVEIRA, migrados para Santa Catarina e personagem histórico da província, e seus descendentes. 

JOSÉ HENRIQUE(S) FLÔRES é neto de NICOLAU HENRIQUES e MARIA VALLADÃO FLÔRES, sobrinho bisneto de ANTONIO RODRIGUES e FRANCISCA VALLADÃO FLÔRES. 

O casamento de JOSÉ HENRIQUES FLÔRES e MARIA DA CONCEIÇÃO BREVES DA SILVEIRA ocorreu em 1836, no oratório da fazenda do avô da noiva, THOMÉ DE SOUZA BREVES, em Piraí, RJ. 

JOSÉ HENRIQUE FLÔRES recebeu uma grande sesmaria (gleba de terras) em Santa Catarina, na região compreendida entre os atuais municípios de Gaspar e Ilhota, no vale do Itajaí, sendo este o motivo de sua vinda ao estado. Consta que mudou-se do Rio de Janeiro para Itajaí em 1835. Em 1836 ampliou a propriedade, adquirindo terras com 2x1 léguas da Barra do Luís Alves até perto de Gaspar Pequeno. 

Em 1842, relata-se que suas terras eram vizinhas as terras de Vicente Nunes Cordeiro, na Volta do Gaspar, SC.

Foi durante muitos anos um dos grandes latifundiários da região, proprietário de grande quantidade de escravos e animais, extensas pastagens e plantações, principalmente de cana de açúcar, trigo e mandioca. 

A sede da fazenda localizava-se no distrito de poço grande, no atual município de Ilhota. 

Como todo senhor de terras no tempo do império, foi membro da Guarda Nacional, tendo chegado ao posto máximo, de Coronel. Dois de seus filhos seguiram carreira no Exército Brasileiro, tendo perecido na Guerra do Paraguai. 

Figura conhecida, sendo citado por viajantes estrangeiros que passaram pelo vale do Itajaí no século 19, em seus livros, vivenciou os primeiros movimentos imigrantes alemães a se instalarem na região. Sua casa era um dos pontos de paragem naquela região por desbravar. 

A colônia Belga no Itajaí-açu, de van Lede em 1845 foi constituída em terras de sua propriedade compradas pelo imigrante. 

Até o ano de 1854 – ano da aprovação da Lei Nabuco de Araújo, que previa sanções pesadas para o encobrimento do tráfico de escravos - beneficiou-se de suas relações familiares aumentando seu plantel de escravos – seu primo e primo de sua esposa, JOAQUIM JOSÉ DE SOUZA BREVES, foi o maior comerciante de escravos do Brasil, denominado de "rei do café no Brasil Imperial".

Devido à abundância de mão de obra escrava que possuía, não consta em nenhum momento o emprego de imigrantes como mão de obra em suas propriedades. 

Com o envelhecimento do plantel de escravos e sem possibilidade de renovação, aliado à aprovação da Lei do Ventre Livre, em 28 de Setembro de 1871, inicia-se o declínio econômico de JOSÉ HENRIQUE FLÔRES, marcado a cada ano subseqüente com a venda de partes de sua propriedade para os imigrantes que vinham instalar-se no vale. 

Mantinha residência em Itajaí, tendo sido um dos responsáveis pela criação do município, ocupando vários cargos públicos: 

- 1842 - Sub-delegado de Polícia de Itajaí 
- 1857 - Juiz de Paz de Itajaí 
- 1859 – 1º vereador (1ª Câmara de Vereadores do recém criado Município) 
- 17 junho 1860 a 1880, Conselheiro da Câmara de Itajaí 
- 1865 a 1876 - Presidente da Câmara de Itajaí 

Em 1875, participou da 4ª Exposição Agrícola Colonial da colônia Itajahy-Brusque e foi premiado em 1o. lugar na categoria farinha de mandioca 

Faleceu em 28 de fevereiro de 1887, contando-se entre seus descendentes figuras ilustres na história e política catarinense, também relacionados com famílias imigrantes alemãs no Estado. 

Abaixo, a árvore genealógica – incompleta – dos descendentes de NICOLAU HENRIQUES, o avô paterno de JOSÉ HENRIQUE(S) FLÔRES. 

Esta compilação e o resgate histórico só foi possível a partir da disponibilização dos dados compilados por nosso companheiro do grupo SCGen, Aguinaldo Valentim Fidélis, que tinha a estrutura familiar a partir de Caetano Henriques e das informações fornecidas por outros membros do Grupo, membros das famílias relacionadas com a Família Flôres em Santa Catarina e membros da Família Breves – dentre os quais Aloysio Clemente BREVES e em particular o falecido Pe. Reynato BREVES, que documentou dados de registros civis e eclesiásticos de Piraí. Meus dados familiares iniciais não iam além de JOSÉ HENRIQUE(S) FLÔRES e seus descendentes imediatos relacionados a meu ramo. 

Se você tiver mais informações, ou mesmo histórias que possamos publicar, de membros de seu ramo da família, e puder escrever um pequeno perfil seu e dos seus para incluirmos abaixo, por favor, envie-nos ao email 
info@pimazzoni.com e publicaremos em nosso site. 


                          Caetano HENRIQUES (

em preparação




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